A Jornada de um Sensitivo

A Jornada de um Sensitivo

Quando compreendi que posso interagir com planos sutis, falar com “Espíritos” (comunicar-me com os mortos), perceber as energias emocionais provenientes das pessoas com quem interajo, enxergar a aura das pessoas e ter uma sensibilidade para captar os pensamentos delas, compreendi que se eu não amadurecesse e aprendesse a lidar com tudo isso de uma maneira saudável, eu não conseguiria viver nesse mundo repleto de energias emocionais desequilibradas, de pensamentos perturbados, egoístas e mesquinhos, de entidades mal-intencionadas invisíveis ou imperceptíveis aos cinco sentidos humanos, de seres sofredores que buscam ajuda por não entenderem que morreram ou não saberem como serem resgatados do astral mais denso.

Porém, à medida que tomamos consciência dos nossos dons, começamos a perceber coisas que, até então, como seres humanos comuns, não percebíamos: muitas pessoas ainda vivem na ilusão de que o mundo “invisível” não existe (pois não o percebem), e que nossas ações egoístas e mal-intencionadas não nos trarão consequências nesta vida e nem quando morrermos.

Boa parte das pessoas vive como se estivesse em uma colônia de férias chamada Terra, descompromissadas com a responsabilidade diante de suas ações. Basta sair na sua vizinhança e conversar com alguém para perceber isso. Não é novidade.

Ser médium sensitivo paranormal (ou qualquer nome que queiram dar) e utilizar os dons para trabalhar com seriedade no mundo físico não é tarefa fácil. Obviamente que se cria muito misticismo diante de pessoas que são “fora do padrão” social. Há veneração, por parte de muitas pessoas que se impressionam diante das revelações mediúnicas sensitivas. Ora, se os fenômenos são importantes para a sociedade despertar para a realidade, então que assim seja! Porém, os fenômenos e as demonstrações mediúnicas não devem ser encarados com fascínio. Até porque todos esses dons são inatos a todos os seres humanos. Deveria ser algo tão normal quanto despertar pela manhã e escovar os dentes. Mas, cabe a cada ser humano se dar conta disso, expandir a sua compreensão de mundo e compreender a sua realidade espiritual para, gradualmente, despertar em si seus dons.

Percebo o quanto muitos médiuns e sensitivos desenvolveram seus dons mediúnicos e os utilizam de formas distintas, conforme a própria missão de vida. E está tudo bem, pois cada pessoa tem um propósito particular. Porém, nem todos os médiuns compreendem seu dom e, por isso, sofrem com ele. Outros utilizam seu dom de forma irresponsável e inconsequente, sem filtrar as informações que transmitem, podendo trazer mais dano com suas informações do que se as mantivessem guardadas para si.

Muitos médiuns transmitem mensagens que, diante do olhar e do crivo da 5ª dimensão, a do Eu Superior e Divino, estão totalmente equivocadas e distorcidas, em razão dos engodos do astral, plano ao qual se conectaram. Por isso, percebo também a incredulidade das pessoas que criticam o trabalho mediúnico, e com razão! Afinal, como saber em quem e no que acreditar?

Nunca imaginei que minha vida tomaria caminhos que me levariam a uma jornada mediúnica, sensitiva, paranormal. Porém, também nunca me considerei uma pessoa “normal”, ou seja, dentro dos padrões sociais. Gosto de quebrar alguns padrões, embora eu tenha aprendido a importância da boa convivência e da diplomacia. Afinal, de nada adianta ser um rebelde sem causa. Desde que tenhamos um propósito bem definido e divino e saibamos conduzir harmoniosamente esse propósito sem impactar negativamente a vida das outras pessoas, mas sim promovendo a harmonia geral, então estaremos certamente mais conscientes de cada passo que devemos dar em nossa jornada.

Por isso, o meu papel, como ser em evolução, é aprimorar-me constantemente e utilizar meus dons para contribuir com a minha evolução e para auxiliar pessoas dentro do processo delas. Ao passo que aprendo, ensino. Por isso, em meus cursos e palestras ressalto a importância das pessoas se autoconhecerem e lapidarem a própria personalidade. Desse modo, conseguiremos compreender quem somos, a que viemos e como realizarmos da melhor forma o nosso propósito de vida individual, de modo que a nossa existência física não seja desperdiçada, mas vivida com muita alegria, responsabilidade, paz, fraternidade e generosidade.

Namastê!
Fernando Vidya

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