Relacionamento e Espiritualidade

Relacionamento e Espiritualidade

A espiritualidade está em tudo, inclusive nos relacionamentos

Somos seres espirituais, embora algumas vezes negligenciemos a nossa espiritualidade. Espiritualidade e relacionamento sempre andarão de mãos dadas. O relacionamento existe para nos proporcionar aprendizado e amadurecimento, sempre. Porém, nem sempre teremos maturidade espiritual dentro de um relacionamento, ou nem sempre estaremos dispostos a adquirir essa maturidade e desenvolver nossa espiritualidade de forma harmoniosa. Tudo é uma construção. Exige tempo, dedicação, paciência e algum esforço.

Realizo limpezas energéticas e harmonizações espirituais para muitos casais que vêm em busca de ajuda, sobretudo para compreender algum histórico de vidas passadas em que sofreram por amor, ou que passaram por inúmeras outras experiências marcantes que impactam a vida atual reverberando nos relacionamentos interpessoais.

Quando falamos da história evolutiva de alguém, não há como comparar com a de mais ninguém. Somos seres únicos dentro de uma conexão maior, e precisamos cuidar de cada parte para que ela se integre harmoniosamente ao Todo. É algo complexo, mas muito bonito.

É por isso que as mensagens e orientações que canalizo são sempre personalizadas, pois cada caso é especial nesse vasto universo de aprendizados e o Eu Divino presente em cada um sabe exatamente o que é necessário para sua respectiva experiência.

Permito-me, então, atuar como um mensageiro, que traz justamente a mensagem e a compreensão do que se espera para o aprendizado. Nem sempre as mensagens trarão aquilo que se espera ouvir, mas aquilo que é preciso ouvir para aprender.

Em geral, percebo muitas mulheres tomando a iniciativa de enfrentar com coragem os problemas da relação buscando auxílio espiritual, incentivando o parceiro a fazer parte e também passar pela experiência. Recebo ainda vários contatos de pessoas em união homoafetiva trazendo questões relacionadas a preconceito e compatibilidade, além de casos onde há familiares interferindo no relacionamento, como quando há desaprovação da mãe, do pai e também das sogras. Há vários estudos de caso bastante interessantes a respeito.

Quando o casal está disposto a compreender o que está por trás dos conflitos e a harmonizar essas questões, melhores são as chances de aprenderem mais sobre si e saberem como ajustar sua conduta para, juntos, entrarem em harmonia.

Já recebi também alguns casos em que o casal da vida atual já se relacionou afetivamente em outras vidas. E, por uma questão cármica, suas almas continuam a se reencontrar para darem continuidade a um processo e resgatarem pendências. Enquanto não compreendem o que precisam aprender e enquanto o aprendizado não se consolida, o vínculo se mantém.

E, acreditem, algo muito comum de se encontrar e que vem atrapalhando muitos relacionamentos, são simpatias para casar, para encontrar a pessoa dos sonhos, além de magias de amarração amorosa e magias de separação, feitas não só por pessoas desesperadas por alguém com quem desejam se relacionar, como por alguém que deseja vingança, ou tem seus motivos particulares.  Quando lidamos com situações desesperadoras como essas, que recorrem à magia, percebemos que não se trata de amor genuíno, mas sim de desejo e paixão cega, com interesse puramente egoísta. Tudo tem uma causa, e muitas vezes ela está muito antes da vida atual.

Quando a questão é sexual, por vezes encontramos em vidas passadas personalidades de padres, freiras, monges e outras que vivenciaram a inibição da sexualidade, como o celibato. Em outros casos, encontramos personalidades envolvidas com orgias, haréns, estupro, prostituição e outras, que trazem para a vida atual um intenso desejo e magnetismo sexual, capaz de influenciar pessoas e aflorar nelas desejos e fantasias diversas. A pessoa não sabe o porquê, mas não tem controle sobre essas criações mentais que estimulam fortemente seus instintos.

É comum de acontecer, especialmente em quem possui uma mediunidade ou sensitividade bastante afloradas, a captação inconsciente de questões de vidas passadas do seu companheiro ou companheira. Isso pode gerar ciúmes, estresse, ou ainda repulsa da aproximação, do toque, ou ainda nos momentos de intimidade.

Lidar com a mediunidade por si só já exige muito jogo de cintura… dentro de um relacionamento, então, o desafio pode ser ainda maior. Isso porque o médium-sensitivo, além de lidar com suas questões pessoais, tem também a facilidade de entrar em sintonia e captar, de forma consciente ou não, pensamentos, emoções e energias diversas do parceiro ou parceira, bem como captar situações e personalidades do passado de outras vidas, sem falar de possíveis influências de entidades obsessoras presentes nos bastidores da vida do casal.

Como resultado, aumentam-se as chances de algum desentendimento, atritos e inúmeras outras desarmonias que podem abalar a paz e o bem-estar na convivência.

Procuro orientar que, na medida do possível, não apenas uma das partes na relação passe por uma harmonização energética e espiritual, mas sim o casal como um todo permita-se ter essa experiência. Pois os dois possuem um histórico evolutivo e, justamente por isso, possuem questões particulares gravadas no inconsciente. Ambos possuem responsabilidade diante das energias e personalidades que trazem nesta vida para dar continuidade ao seu aprendizado de alma.

E, quando um dos envolvidos é médium-sensitivo, a harmonização o ajudará a se limpar energeticamente, harmonizar suas personalidades e também parte das histórias do inconsciente que captou do outro.

Então o companheiro ou companheira do médium-sensitivo também precisa de harmonização?

Sem dúvidas que sim. Pois o casal está em plena conexão e, se uma das partes for médium-sensitivo, certamente estará captando, em algum nível – maior ou menor – diversas energias e questões da história de vida do outro e isso pode deixar o médium bastante confuso, ou ainda fazê-lo expressar inconscientemente a energia do outro através de algum comportamento seu.

Por isso, quando alguém no relacionamento não está bem, é o momento de fazer aquela boa faxina energética e espiritual e colocar as energias e personalidades dos dois em ordem.

Ao harmonizarmos o casal, reduzem-se as chances de captação de situações que podem trazer conflitos, tristezas e ciúmes. Quando há um médium-sensitivo no processo, ele consegue manter-se bem mais em paz energeticamente e espiritualmente e o companheiro também.

Mesmo com uma harmonização energética e espiritual, é fundamental ao médium-sensitivo estudar e desenvolver sua mediunidade, assenhorando-se de seus dons, a fim de saber se harmonizar quando captar algo que o desequilibre.

Ao companheiro ou companheira do médium também é imprescindível o estudo espiritual e o cuidado com a própria energia, a fim de manter o relacionamento sadio e ajudar a lidar melhor com os momentos em que a outra parte necessitar de auxílio. A paciência é muito importante sempre.

E, se ambos forem médiuns-sensitivos, os cuidados espirituais redobram. O estudo e desenvolvimento espiritual devem acompanhar o casal de maneira contínua, a fim de auxiliarem um ao outro nessa jornada de aprendizado mútuo.

Durante o processo de harmonização, também é realizado o encaminhamento de entidades astrais que podem estar interferindo negativamente no relacionamento, como súcubos e íncubos (entidades que se abastecem da energia sexual) e outras com outras motivações.

Em alguns casos, entidades sofredoras também aparecem, como que solidárias ao sofrimento de quem está buscando ajuda. Ao serem encaminhadas, liberam a alma da vítima de uma tristeza ou angústia aparentemente sem fim.

Nada é por acaso. Ninguém está em um relacionamento por acaso

De todo modo, o livre-arbítrio sempre deve imperar. Respeitar as escolhas um do outro é muito importante, especialmente os momentos em que um ou outro precisar estar a sós.

Se ambos estiverem dispostos a superar as dificuldades e a estar sempre em harmonia e com boa sintonia, buscando evoluir sempre, qualquer relacionamento pode funcionar, sempre com muito respeito e companheirismo.

O que as pessoas muitas vezes podem precisar é de tempo e de espaço. O nome disso é privacidade e paz. Quando o tempo e o espaço do outro não é respeitado, isso também pode gerar conflito.

Já apareceram situações para harmonização em que havia falta de limites entre os envolvidos. E as mensagens espirituais sempre reforçam a importância do diálogo dentro do relacionamento.

Muitos conflitos podem ser solucionados quando aprendemos a verbalizar, a dizer aquilo que sentimos e o que pensamos, sempre de forma branda, ponderada e gentil. Embora existam pessoas com dons de captar as intenções e até mesmo pensamentos do companheiro ou companheira, ninguém é obrigado a fazer a vez de bola de cristal. E, se queremos que o outro compreenda aquilo que sentimos, precisamos dizer… dizer o que nos magoa, o que nos fere e incomoda. Isso é dialogar. Sem diálogo com respeito, não há relacionamento que se sustente.

Estabelecer gentilmente limites e acordos deve ser uma prática saudável na construção de um relacionamento harmonioso. Um relacionamento sem limites é um relacionamento desigual, onde qualquer coisa vale. Isso pode magoar muito. Com o tempo, acordos saudáveis se estabelecem aos poucos. Tudo é uma construção.

O aprendizado é a cada instante, até mesmo nos momentos de fazer concessões, já que um relacionamento harmonioso também é feito delas. Estar atento às necessidades do outro é mostrar que se importa, é respeitar, é dar valor e contribuir para a felicidade de ambos.

Já me deparei com situações de casais que vinham vidas e vidas a fio presos em um carma que os fazia se reencontrar, se relacionar e resgatar pendências. Encaixam-se aqui relacionamentos abusivos; a intensidade da paixão e ódio; a dificuldade de ficarem distantes, separando e reatando com frequência; ou ainda quando um quer prender o outro em uma relação e esse outro quer liberdade. Dentre inúmeros outros casos.

Por vezes, a melhor decisão em um relacionamento conflituoso é o soltar, o deixar ir. O aprendizado pode estar justamente no desapego, na consciência de que não temos controle sobre ninguém. Ou ainda na compreensão do desequilíbrio entre o dar e o receber amor, carinho e cuidado. Se o diálogo é tão importante, reciprocidade também o é, assim como o autoamor.

Relacionamento de qualquer natureza deve ter companheirismo, respeito e diálogo, mesmo nos momentos conflituosos. Às vezes um ou outro só precisa de um tempo para se acalmar e colocar as ideias no lugar. Mas, quando o respeito acaba ou quando não há mais o interesse e a vontade de permanecer junto, o melhor mesmo pode ser liberar o outro para seguir o próprio caminho.

Há muitas particularidades quando abordamos relacionamento afetivo e o intuito aqui não é aprofundá-las. O objetivo é refletirmos sobre qual é o nosso processo de aprendizado e fazermos a nossa parte para o relacionamento ser o mais harmonioso possível.

Desafios existirão sempre. E sempre é oportunidade de aprender quando há real interesse.

Espero que este artigo tenha auxiliado você a refletir um pouco mais sobre relacionamento afetivo e espiritualidade. Compartilhe com outras pessoas para que elas reflitam a respeito também!

Você já fez ou faz com alguma frequência harmonização espiritual? Que tal agendar a sua agora? Saiba mais no meu artigo Harmonização à Distância.

Desejo a você uma jornada de muita paz, luz e harmonia.

Namastê!
Fernando Vidya

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