Subpersonalidades: como partes de nós mesmos podem sabotar nossos objetivos

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Você já percebeu que, às vezes, deseja muito alguma coisa, mas acaba agindo de maneira contrária ao que gostaria? Quer mudar de vida, mas adia decisões importantes. Deseja um relacionamento feliz, mas sente medo de se entregar. Sonha em realizar um projeto, mas, quando surge a oportunidade, começa a duvidar da própria capacidade.

Por que isso acontece?

Em determinadas situações, parece que existe uma parte de nós que deseja avançar, enquanto outra insiste em nos manter no mesmo lugar. Esse conflito pode estar relacionado a diferentes padrões internos que influenciam nossos pensamentos, emoções e comportamentos. É nesse contexto que podemos compreender o conceito de subpersonalidades.

Afinal, o que são subpersonalidades?

A nossa personalidade é como um quebra-cabeça, cheia de pecinhas que são características nossas de pensamento, de sentimento e de comportamento, que se moldam e se lapidam ao longo do tempo.

Essas pecinhas estimulam você a permanecer conectado a algo bom ou ruim, reproduzindo um padrão desarmonioso até mesmo.

Elas representam padrões internos que se manifestam conforme as situações que vivemos. Algumas podem favorecer nosso desenvolvimento, enquanto outras podem dificultar nossas escolhas e limitar nossas possibilidades.

É importante compreender que o termo não significa, necessariamente, a existência de várias personalidades independentes dentro de nós. Estamos falando de diferentes aspectos do nosso funcionamento psicológico e emocional, que podem entrar em conflito entre si.

Como as subpersonalidades podem nos sabotar?

Muitas vezes, os comportamentos que nos prejudicam não surgem porque desejamos conscientemente dificultar nossa própria vida. Eles podem representar tentativas inconscientes de evitar sofrimento, rejeição, frustração ou outras experiências que nos causam algum tipo de desconforto.

Veja alguns exemplos.

A subpersonalidade que tem medo de fracassar

Você deseja iniciar um projeto, mas começa a pensar que não está preparado, que outras pessoas são melhores ou que provavelmente não dará certo. Para evitar a possibilidade de fracasso, acaba adiando indefinidamente aquilo que gostaria de realizar.

Pode ser uma subpersonalidade sua, criada por você a partir desses medos, que passa a reproduzir continuamente pensamentos sabotadores.

A subpersonalidade que precisa agradar a todos

Você tem dificuldade para dizer não, mesmo quando está cansado ou não concorda com determinada situação. Teme decepcionar as pessoas e acaba colocando as necessidades alheias acima das suas, prejudicando o próprio bem-estar.

A subpersonalidade que não acredita no próprio valor

Você recebe um elogio, conquista algo importante ou tem uma boa oportunidade, mas logo começa a questionar se realmente merece aquilo. Em vez de reconhecer suas capacidades, procura defeitos em si mesmo e diminui as próprias conquistas.

A subpersonalidade que resiste às mudanças

Você reclama de determinadas situações, mas, quando surge a oportunidade de mudar, sente insegurança e prefere continuar como está. Mesmo que a situação atual não seja satisfatória, ela é conhecida. E, para algumas pessoas, o desconhecido parece mais ameaçador do que permanecer em uma condição desconfortável.

Você se identificou com algum desses exemplos?

Reconhecer esses padrões é um primeiro passo importante para compreender por que repetimos determinados comportamentos, mesmo quando sabemos que eles não nos ajudam.

De onde vêm esses padrões internos?

Nossas experiências influenciam a maneira como pensamos, sentimos e interpretamos o mundo. Situações vividas na infância, relacionamentos difíceis, frustrações e crenças aprendidas ao longo da vida podem contribuir para o desenvolvimento de padrões que continuam atuando mesmo quando as circunstâncias já mudaram.

Por exemplo, uma pessoa que foi muito criticada pode crescer acreditando que precisa acertar sempre para ser aceita. Mesmo depois de adulta, pode desenvolver um perfeccionismo excessivo, ter dificuldade para tomar decisões e sentir medo constante de cometer erros.

Na perspectiva espiritual, também podemos investigar a possibilidade de que determinados padrões estejam relacionados a experiências de vidas passadas e às memórias espirituais que, segundo essa abordagem, carregamos conosco.

Essa interpretação faz parte de uma visão espiritualista e não deve ser confundida com uma explicação cientificamente comprovada para todos os conflitos internos. O importante é buscar compreender os padrões que se manifestam no presente e identificar caminhos para lidar melhor com eles.

Como podemos harmonizar nossas subpersonalidades?

O primeiro passo é observar nossas reações sem julgamentos. Em vez de simplesmente pensar que somos fracos, incapazes ou indisciplinados, podemos nos perguntar: por que estou reagindo dessa maneira? O que estou tentando evitar? Esse comportamento está me protegendo de alguma situação ou está me impedindo de avançar?

Essas perguntas ajudam a desenvolver consciência sobre nossos padrões e a perceber que nem todo pensamento precisa ser seguido e nem toda emoção precisa determinar nossas decisões.

Também é importante colocar em prática novas maneiras de agir. Se você tem dificuldade para dizer não, pode começar estabelecendo pequenos limites. Se teme fracassar, pode aprender a dar passos menores, sem exigir perfeição de si mesmo.

Em algumas situações, o acompanhamento de um psicólogo ou outro profissional qualificado pode auxiliar na compreensão e na transformação desses padrões. O autoconhecimento não precisa ser um caminho percorrido sozinho.

Como a MRA pode auxiliar nesse processo?

Em meu trabalho com a Mesa Radiônica Apométrica (MRA), utilizo uma abordagem voltada à investigação e à harmonização de questões sutis, incluindo subpersonalidades e padrões que podem estar relacionados a experiências desta ou de outras vidas.

A proposta é investigar essas questões e trabalhar na harmonização.

Se você sente que determinados comportamentos se repetem, que existem conflitos internos difíceis de compreender ou que precisa aprofundar seu autoconhecimento, passar por essa experiência pode ser uma oportunidade de explorar novas perspectivas sobre sua jornada.

A MRA, como toda terapia complementar, não substitui o acompanhamento psicológico ou médico. E a transformação pessoal também envolve reflexão, escolhas conscientes e mudanças na maneira como vivemos. Por isso, procuro aliar os tratamentos vibracionais com orientações para um dia a dia mais harmonioso e consciente.

Afinal, compreender nossos padrões é importante, mas aprender a agir de maneira diferente é o que nos permite nos aprimorar e avançar em nosso processo de evolução espiritual.

Conheça meu trabalho com a Mesa Radiônica Apométrica e descubra como funciona o atendimento. Se deseja aprender a utilizar essa ferramenta, conheça também minha Formação em MRA.

A mudança começa quando deixamos de repetir comportamentos sabotadores e passamos a entender o que nos leva a agir dessa maneira.

Vamos juntos nessa jornada!

Namastê!
Fernando Vidya

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